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AÇÃO DA INSULINA EM CAMUNDONGOS

Introdução:

A insulina é um hormônio anabólico sintetizado no pâncreas, sendo o hormônio mais importante na regulação do metabolismo energético. Sua principal função é regular o metabolismo da glicose por todos os tecidos do corpo, com exceção do cérebro. Ela aumenta a velocidade de transporte da glicose para dentro das células musculares e do tecido adiposo. Com a captação da glicose, se ela não for imediatamente catabolizada como fonte de obtenção energética, gera-se glicogênio nos músculos e triglicerídeos no tecido adiposo. Ou seja, o efeito da insulina é hipoglicemiante, visto que reduz a glicemia sangüínea.

Objetivos:

Esta prática visa demonstrar o efeito da ação da insulina em camundongos, enfocando a importância deste hormônio na absorção de glicose pelas células.

Material biológico:

- 6 camundongos (21-30 dias)

Material procedimental:

Insulina Agulhas
Glicose 20% Banho-maria à 37°C (1)
Álcool etílico Termômetros
Algodão Pinça longa
Luvas Becker pequeno
Seringas (1 ml) Gaze
Conta-gotas

 

1- banho-maria para camundongos

Banho maria para camundongos

 

Procedimentos:

1.Injeção de insulina:

   1.1. Injetar insulina intraperitonialmente nos camundongos cada um com uma das seguintes dosagens: 0,25, 0,5, 0,7 e 1,0 ml de insulina

   1.2. Colocar os camundongos no banho-maria a 37°C e aguardar a ação da insulina Comparar se o efeito da insulina é dose dependente

2.Teste dos efeitos da insulina

Quando o camundongo estiver letárgico, retire-o do banho com o auxílio de uma pinça e após segurando-o pela cauda, faça alguns movimentos giratórios e coloque o animal sobre a mesa.

Observe se o animal emite comportamento convulsivo.

3.Reversão dos efeitos da insulina

   3.1 Após observar as convulsões do camundongo injete glicose subcutânea no dorso do animal e aguarde a recuperação.

Discussão sugerida:

Procure as seguintes questões:

1.Qual o efeito da injeção de insulina no camundongo?

2.Por que o animal apresenta letargia e comportamentos convulsivos?

3.Por que a glicose consegue inibir os efeitos da insulina?

 

 

 

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DUODENO ISOLADO DE COELHO

Material biológico:

-duodeno de coelho

Material procedimental:

Tyrode Material cirúrgico
Oxigênio Quimógrafo  e acessórios (1.1 e 1.2)
Acetilcolina (5mg/ml) Banho-maria (2) para órgão isolado
Adrenalina (1:10)

Procedimentos iniciais:

Procurar inicialmente, familiarizar-se com a operação do aparelho para órgão isolado. Verificar, especialmente, como se enche e se enxazia o banho para órgão isolado.

→ Regular o borbulhamento do oxigênio

→ Regular a temperatura do banho em torno de 38°C

→ Tomar uma porção do duodeno e amarrar as extremidades com fios longos.

→ Amarrar um dos fios ao suporte de vidro que deve ser mergulhado no banho e prender o outro a alavanca de inscrição frontal.

→ Adaptar a alavanca na superfície do tambor do quimógrafo, de maneira a ficar perfeitamente frontal.

OBS: Manusear o órgão isolado o mínimo possível com metais e com as mãos.

1.1-Cilindro esfumaçado copy

Cilindro Esfumaçado

1.2-Suporte do quimógrafo copy

Suporte do Quimógrafo

2 - banho maria copy

Banho Maria

2- banho maria completo copy

Banho Maria Completo

2- lâmpada p banho maria copy

Lâmpada para Banho Maria

 

Procedimentos experimentais:

1.Registrar a atividade normal do intestino com o banho a 38°C e oxigenado.

2.Goteje diretamente sobre o intestino: a)Acetilcolina: registre o efeito, lave a preparação, esvaziando e enchendo com o tyrode, restabelecendo as condições. b)Adrenalina: registre o efeito e repita a operação de lavagem. c)Atropina: registre o efeito e repita a operação de lavagem.

3.Trocar o banho para 10°C. a)Registrar os efeitos novamente e restabelecer as condições iniciais com tyrode a 38°C e registrar novamente.

4.Provocar anoxia: fechar a entrada de oxigênio por um minuto sem registrar. Após este período registrar mantendo a anoxia, durante um minuto.

5.Restabelecer a oxigenação e registrar as condições iniciais.

 

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PROPIEDADES FUNCIONAIS DO CORAÇÃO

INTRODUÇÃO:

A fisiologia cardiovascular estuda a interação entre o sistema circulatório e o coração. O coração é uma bomba que dá ao sangue o fluxo necessário para que ocorra fluxo. Podemos considerar a existência de dois corações, um direito composto pelo átrio e ventrículo direito, que bombeia sangue para os pulmões (circulação pulmonar), e o coração esquerdo, composto pelo átrio e ventrículo esquerdo, que bombeiam sangue para a circulação sistêmica. O músculo cardíaco, por sua vez, também pode ser considerado com músculo atrial e músculo ventricular, já que estão separados por um septo de tecido fibroso. O miocárdio como um todo apresenta características similares às do músculo esquelético e outras características peculiares, como automatismo e atividade sincicial.

OBJETIVO:

Serão estudados, no coração da rã (Rana cateisbiana), alguns aspectos das quatro propriedades fundamentais do miocárdio: automatismo, excitabilidade, condutibilidade e contractilidade.

MATERIAIS

- Rã

- Tesoura de ponta fina

- Estilete

- Prancha de parafina

- Barbante

PROCEDIMENTO CIRÚRGICO:

Imobilizar a rã.

Com uma tesoura de ponta fina cortar a pele sobre a cabeça. Encaixar o estilete na região entre a porção posterior do crânio e o início da coluna vertebral (procurar um "v" sobre a cabeça da rã) e introduzi-lo em direção ao cérebro. 

Fazer o mesmo em direção a medula destruindo o sistema nervoso central. Fixar o animal na prancha em decúbito ventral.

Desarticular com tesoura a escápula, corte e rebata primeiro a pele e depois corte a musculatura contornando o osso supra escapular.

Isole o nervo vago com cuidado, com barbante amarrando longe do nervo. (Procure um nervo que corre na axila perpendicular ao plexo braquial que enerva o membro anterior).

Com o animal em decúbito dorsal, abrir o tórax (primeiro a pele, e depois a musculatura contornando o osso externo) extirpando o externo e cortando suas conexões com as clavículas (use a tesoura maior).

Expor o coração, seccionando cuidadosamente, o pericárdio.

Importante: não manuseie o coração com instrumentos metálicos, pois isto pode provocar despolarização nas fibras musculares

OBSERVAÇÕES PRELIMINARES

1- Observe os batimentos do coração em sua posição normal. - Identifique as câmaras cardíacas.

2- Rebata o coração em direção a região anterior do corpo. Manuseie o mínimo possível. - Qual é a seqüência das contrações?

PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS

1- Zona de Automatismo: tem a capacidade celular de gerar estímulos. A zona de automatismo possui frequência mais alta, passa a comandar a ativação cardíaca submetendo a excitação de todas as fibras ao seu próprio ritmo. Torna-se assim, o marca-passo cardíaco propriamente dito. A frequência das zonas de marca-passo pode ser alterada por modificações das concentrações de íons, temperatura e especialmente pelo sistem a neurovegetativo (adrenalina e acetilcolina ).Identifique o marca-passo cardíaco do coração da rã. (Para tanto observe cuidadosamente a sequência de batimentos).

2- Excitabilidade: É a propriedade que tem o miocárdio de reagir (potencial de ação e contração) quando estimulado. Fixar o coração ao sistema de registro do quimógrafo. Prender um alfinete em "S " no ápice de ventrículo. Cuidado para não perfurar a cavidade ventricular. Certifique-se de que a pena utilizada para o registro tenha uma boa excursão pelo quimógrafo, fazendo um registro normal da atividade, durante 30 segundos, em velocidade alta.

   2.1. Observe a atividade sincicial do músculo cardíaco.

   2.2. Efeito da temperatura e do sistemas simpático e parassimpático.

       2.2.1. Goteje a solução Ringer a 25°C sobre o coração. Observe a frequência e amplitude da atividade cardíaca.

       2.2.2. Estímulos elétricos - Com a rã em decúbito dorsal, um aluno deverá segurar a pata dianteira da mesma, enquanto outro irá estimular o vago já isolado, com a caneta do estimulador. Para isso peça ajuda ao professor.

Observe a alteração na frequência. Observe escape vagal ou ventricular.

Utilize a caneta do estimulador para provocar estímulos elétricos direcionados sobre o ventrículo da rã. Faça estímulos no final da diástole e no final da sístole ventricular.

Observe o fenômeno de extrassístoles.

Em qual das fases ocorreram extrassístoles? Observe a pausa compensatória, por que ela ocorre?

OBS. Não realize estímulos demorados, porque este é um coração de verdade e você pode acabar provocando um anfibiocídio.

       2.2.3. Estímulos químicos:

Coloque 3 gotas de adrenalina (1:1000). Observe a freqüência cardíaca após cada estímulo.

Faça o mesmo com 3 gotas de acetilcolina (0,1%). Faça o mesmo com 3 gotas de atropina (1 mg/ml) + 3 gotas de aceti lcolina. Faça o mesmo com 3 gotas de atropina e após aplique estímulo no vago.

OBS. Sempre banhar o coração com Ringer entre as etapas.

3. Condutibilidade:

Capacidade que as fibras cardíacas têm de conduzir o estímulo gerado em uma parte do coração para todo o resto do miocárdio.

   3.1. Primeira Ligadura: Passe um fio grosso entre o ventrículo e os átrios O que ocorre com o batimento das cavidades?

4. Contractilidade:

É a propriedade que tem o miocárdio de contrair-se, funcionando o coração como um sincício. Ele responde segundo a lei do tudo-ou-nada (ou responde com uma contração total ou não responde).

   4.1. Constate a Lei do Tudo ou Nada: Com a ligadura entre os átrios e o ventrículo, com este parado, aplique estímulos isolados e graduais no miocárdio ventricular, até obter resposta.

O que ocorre com atividade ventricular?

Qual a diferença em aplicar um estímulo de baixa ou alta voltagem?

   4.2. Segunda Ligadura: Não desfaça o primeiro bloqueio e coloque agora outra ligadura entre o seio venoso e os átrios. O que ocorre com o batimento das cavidades cardíacas ?

RECOMENDAÇÕES FINAIS

Para cada assunto a ser observado você encontra perguntas em azul que direcionam as suas observações; procure responde-las, observando minuciosamente os comportamentos emitidos pelo músculo cardíaco, anotando e discutindo os resultados.

 

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PRESSÃO SANGÜÍNEA ARTERIAL NO CÃO

1. PROCEDIMENTOS PRELIMINARES:

1. Pesar o cão e anestesiá-lo com pento barbital sódico intravenoso (30 mg/kg) ou tio nembutal (30 mg/kg ) – injetar lentamente.

2. Inserir uma cânula na traquéia.

3. Dissecar as veias e artérias femurais, os nervos vagos e as artérias carótidas comuns (de ambos os lados).

4. Montar o registro da pressão da artéria femural de um lado (expor 5 cm da artéria, ligando os ramos colaterais dessa região e introduzir na artéria uma cânula ligada ao manômetro de mercúrio).

5. Registrar a pressão arterial durante 40 segundos antes e depois de cada experiência, o que servirá de controle.

6. Contar o número de batimentos do coração antes e no decorrer de cada experiência.

2. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL:

A. Efeitos da Pressão Pleural Alta (Experiência de Valsalva):

Ao final de uma inspiração, obstruir a traquéia e aplicar forte pressão manual sobre o tórax, durante 30 a 60 segundos e observar os efeitos.

B. Efeitos da Adrenalina:

Injetar rapidamente na veia femural (usar a veia do lado oposto em que está sendo registrada a pressão) adrenalina 100 mg/ml. Observar os efeitos. Aguardar a normalização da pressão.

C. Efeitos da Acetilcolina:

Injetar acetilcolina (100 mg/ml) na veia femural. O coração deverá tornar-se mais lento e a pressão arterial cairá. Se não obtiver resultados, repetir a injeção com dose três vezes maior. Aguardar a normalização da pressão.

D. Efeito da Oclusão das Carótidas Comuns:

Faça o registro controle. Com a pinça arterial ocluir a carótida esquerda durante 1 minuto. Observar o efeito. Com a carótida esquerda ainda ocluída, pinçar a carótida direita. Observar o efeito. Retirar a pinça da carótida direita (mantendo-se o pinçamento da esquerda, observar o efeito por 2 minutos). Retirar a pinça da carótida esquerda e observar o efeito. Aguardar a normalização da pressão.

E. Efeito da Estimulação do Vago Esquerdo:

Registre o traçado controle, e em rápida sequência, ligue o vago esquerdo, seccionando-se em seguida – a secção deve ser tal que deixe as porções cefálica e periférica com dimensões que possam ser estimuladas. Estimulação da Porção Caudal – 50 Hz, 2ms e 15 volts durante 1 minuto.

F. Efeitos da Atropina:

Injetar atropina na veia femural. Depois de 1 a 2 minutos anotar os efeitos sobre o número de batimentos cardíacos e a pressão arterial. Repetir a injeção de acetilcolina e adrenalina como nos ítens B e C.

G. Fibrilação Ventricular:

Aplicar uma corrente elétrica de alta voltagem sobre o miocárdio. Observar o coração e a pressão. Que coloração apresentam as aurículas depois da fibrilação?

3. RESULTADOS

 
Tipo de experiência Freq.card.(bat./min) Pressão arterial (mm Hg)
A. Experiência de Valsalva
Controle
Pressão pleural aumentada
B. Adrenalina
Controle
Após injeção de adrenalina
C. Acetilcolina
Controle
Após injeção de acetilcolina
D. Pinçamento das carótidas
Carótida esquerda
controle
pinçamento
Carótida direita
Controle
Pinçamento
Retirar a pinça da carót. dir.
E. Estimulação do vago
Controle
Secção do vago
Estímulo da porção caudal
F. Atropina
Controle
Após injeção de atropina
Após injeção de acetilcolina
Após injeção de adrenalina
G. Fibrilação Ventricular
Controle
Após fibrilação
Após desfibrilação

 

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MUDANÇA DE COR FISIOLOGICA

INTRODUÇÃO:

A mudança de cor fisiológica aparece em alguns invertebrados, como cefalópodes e crustáceos e nos vertebrados pecilotérmicos; nestes dois últimos baseia-se na migração de grânulos dentro do cromatóforo. Essas adaptações são rápidas, completando-se em segundos ou minutos. O animal clareia quando os grânulos de cromatóforos escuros (melanóforos e eritróforos) se agregam no corpo celular, deixando as projeções celulares vazias de pigmento, enquanto os grânulos de cromatóforos claros (xantóforos e leucóforos) se dispersam pelas projeções. Quando o animal escurece, melanóforos e eritróforos apresentam o pigmento disperso e xantóforos e leucóforos, o pigmento agregado. Os mecanismos para mudança de cor fisiológica são extremamente complexos. Desaparecem nas aves e mamíferos, que apresentam apenas a mudança de cor morfológica.

1. OBJETIVOS:

Reconhecer cromatóforos, seus índices de dispersão e determinar] os efeitos de alguns neurotransmissores e bloqueadores.

2. MATERIAL:

A) Material biológico:

- Escamas de peixe.

B) Reagentes e equipamentos:

- Adrenalina = 0,3 mg/ml em solução fisiológica;

- Solução fisiológica; - Solução de beta-bloqueador;

- Solução de alfa-bloqueador;

- Microscópio;

- Papel de filtro;

- Vidraria comum de laboratório.

3. PROCEDIMENTOS:

- Colocar uma ou duas escamas de peixe em 3 lâminas escavadas, com um pouco de solução fisiológica e levar ao microscópio.

- Fazer um esquema e identificar os diferentes tipos de cromatóforos. - Enquadrar os melanóforos na escala de 1 a 5 (HOAR, 1975, pág. 630).

- Feito isso, procurar em cada uma das lâminas uma região com os melanóforos bem dispersos (índice de 4 a 5).

* Lâmina 1: Substituir a solução fisiológica por solução de adrenalina.

* Lâmina 2: Substituir a solução fisiológica por solução de beta-bloqueador. Após dois minutos, trocar por adrenalina.

* Lâmina 3: Substituir a solução fisiológica por solução de alfa-bloqueador. Após dois minutos, trocar por adrenalina.

- Observar e desenhar.

- Anotar a temperatura.

4. COM BASE NA BIBLIOGRAFIA DISCUTir OS RESULTADOS

Que sistemas estão envolvidos normalmente no controle da mudança de cor em peixes? Descreva-os.