SISTEMA SENSORIAL

SISTEMA SENSORIAL
1.Introdução:
A maioria das atividades do sistema nervoso é iniciada pela experiência sensorial que emana dos receptores sensoriais, quer sejam visuais, auditivos, táteis ou de outros tipos de receptores. A experiência sensorial pode causar uma reação imediata, ou sua memória pode ser armazenada no cérebro por minutos, semanas ou anos, vindo posteriormente auxiliar na emissão de respostas aos mesmos estímulos. A porção somática do sistema sensorial transmite as informações sensoriais dos receptores vindas de todas as partes do corpo. Estas informações entram no sistema nervoso via nervos periféricos e são conduzidas para áreas sensoriais múltiplas na medula espinhal, na substância reticular da ponte, bulbo e do mesencéfalo, no cerebelo, no tálamo e nas áreas somestésicas do córtex cerebral.
2.Objetivo:
Estudar os receptores periféricos e suas propriedades.
3. Materiais Equipamentos:
Material Biológico:
-Agulhas hipodérmicas (1, abaixo; 2; 3)
-Algodão Bacias (2)
-Beckers pequenos (2; 3)
-Canetas de cores diferentes
-Compasso (2; 3)
-Bandeja
-Pêlo Excitador de U. Frey (1, acima 2; 3; 4.1 e 4.2)
-Régua (2; 3)
-Relógio com ponteiro marcando os segundos
-Termômetro (2;3)
|
1- Pêlo de U.Frey e agulha hipodérmica |
2- Aula sistema sensorial |
|
2b- Aula sistema sensorial |
3- Aula sistema sensorial |
|
4.1-Pêlo de U.Frey |
Material Biológico:
-Humano
Reagentes e Soluções:
-Água quente à 50 oC
-Água quente à 10 oC
-Álcool etílico
-Gelo Gelo triturado
Procedimentos:
1a. Etapa:
-Carimbar o colega no dorso da mão, na lateral do dedo indicador e na parte ventral do antebraço.
-Tomar 2 agulhas e mergulha-las por 5 minutos, uma em água a 50°C, e a outra em gelo triturado.
-Sem que o colega veja, pesquisar em algumas das zonas carimbadas os pontos sensíveis ao calor e ao frio.
-A cada estímulo pergunte ao colega qual sensação ele sentiu.
Obs.: Cuidar para que não fique nenhuma gota de água na ponta da agulha para não mascarar o resultado do experimento.
2a. Etapa:
-Colocar em uma bacia água a 50°C e em outra água a 10°C.
-Introduza o dedo indicador na água quente por 15 segundos ou o quanto resistir. Espere um pouco e introduza a mão inteira.
-Em qual experimento a sensação foi menos suportável? Introduza um dedo durante 15 segundos e após a mão inteira por outros 15 segundos, na bacia com água quente.
-Com a outra mão, na mesma bacia, introduza primeiro a mão inteira e depois o dedo, 15 segundos cada.
-Alternando a introdução do dedo e da mão, o que foi possível constatar?
-Repetir o experimento com a bacia com água fria.
-Compare as sensações que experimentou nos dois testes.
3a. Etapa:
-Preparar uma bacia com água a 10°C, outra com água a 50°C e bandeja com água a 33°C.
-Colocar simultaneamente uma das mão em água a 50°C e a outra mão na água a 10°C, durante 2 segundos.
-Após colocar ambas as mãos na bandeja com água a 33°C. Qual a sensação sentida em cada mão nas três temperaturas testadas?
4a. Etapa:
-Preparar um tubo de ensaio com gelo triturado, e outro água a 50°C.
-Aplicar sobre a fronte o tubo de ensaio com gelo durante 15 segundos.
-Anote o tempo de persistência da sensação de frio após a retirada do tubo.
-Repita o experimento deixando o tubo de ensaio com gelo durante um minuto.
-Anote novamente o tempo de persistência da sensação de frio após a retirada do tubo.
-Refaça o experimento com o mesmo colega, porém utilizando o tubo de ensaio com água a 50°C.
5a. Etapa:
-Colocar água quente (temperatura superior a 60°C) em dois beckers.
-Encoste um becker nos lábios e no outro introduza um dedo, simultaneamente.
-Em qual teste foi mais difícil resistir à temperatura?
6a. Etapa:
-Experimento com o pelo excitador de U. Frey (este pode ser construído colando um única cerda de pincel na extremidade de um palito de madeira).
-Explore o dorso da mão e a parte ventral do antebraço em busca de pontos de pressão, tato, frio ou qualquer outra sensação.
-Quais as sensações encontradas?
7a. Etapa:
-Assinale com uma caneta um ponto no dorso da mão do colega, sem que este o veja.
-A cada estímulo pergunte ao colega o que ele sentiu.
-Como foram as tentativas do colega? Próximas ou distantes?
-Repita o teste assinalando o ponto com mais pressão.
-Discuta os resultados.
8a. Etapa:
-Escreva com o dedo na testa do colega de olhos fechados, as letras b ou d, bem como, p ou q (ambas as letras devem ser minúsculas e "em forma").
-Qual a letra que o colega conseguiu identificar?
9a. Etapa:
-Com um compasso, com aberturas diferentes, pesquisar na lingua, dorso da mão, ponta do nariz, antebraço, nuca e face, a distância mínima em que o colega percebe claramente dois pontos estimulado.
-É necessário que as duas pontas do compasso sejam tocadas sobre o colega simultaneamente.
-Assinale os resultados na seguinte tabela, com um X quando o colega perceber os dois pontos, com uma + quando perceber apenas um ponto e 0 quando não houver percepção.
| Lingua | 5 cm | 3 cm | 2 cm | 1 cm | 0,5 cm |
| Dorso da mão | |||||
| Ponta do nariz | |||||
| Antebraço | |||||
| Nuca | |||||
| Face |
Observação: A partir da 2a. Etapa,utilize a seguinte tabela par quantificar as sensações do colega, em cada experimento.
| SENSAÇÕES | SIMBOLOGIA |
|
Morno Frio |
|
|
Quente Muito Frio |
|
|
Muito quente Frio congelante |
|
| Sensação Insuportável |
Análise dos Resultados:
Após a realização de todos os testes os alunos devem confrontar seus achados para reconhecer as variações de respostas possíveis entre os outros colegas de classe.
Discussão e Conclusões:
Após confrontar os resultados tentar explicá-los com base nos conceitos vistos durante as aulas teóricas.
REFELEXOS DE EQUILIBRIO

REFELEXOS DE EQUILIBRIO
INTRODUÇÃO:
O aparelho vestibular é o órgão que detecta as sensações de equilíbrio. É composto por um sistema de tubos e câmaras ósseas o labirinto ósseo e, dentro deste, há um sistema de tubos e câmaras membranosas chamado de labirinto membranoso. É composto pela cóclea, três canais semicirculares e duas câmaras conhecidas como sáculo e utrículo. Os canais semicirculares, bem como o sáculo e utrículo são partes integrantes do mecanismo do equilíbrio.
OBJETIVOS:
Esta aula tem como objetivos: Estudo das seguintes propriedades do sistema de equilíbrio:
Sistema Vestibular: anatomia do labirinto; órgãos otolíticos; canais semicirculares; função; transdução e células sensoriais.
-Vias aferentes - eferentes.
-Adaptação - Habituação.
-Percepção vertical, movimento linear e rotatório.
-Movimento dos olhos.
- Papel vestibular no controle da postura:
Reflexos somáticos de orientação.
Reflexos visuais de orientação.
Lesões vestibulares.
Estudo das seguintes reações reflexas:
-Reflexo patelar.
-Reflexo aquileu.
-Reflexo plantar (reflexo de Babinski).
MATERIAL E MÉTODOS
1a Etapa: Sistema vestibular de cobaia.
Material Biológico:
-Cobaia.
-Reagentes e Equipamentos:
-Seringas descartáveis (3 ml). Xilocaína (2 %).
Procedimentos:
Injeta-se 2 ml de xilocaína no ouvido interno da cobaia, para a obtenção de nistagmo ocular e nistagmo de cabeça. Observar que nesta situação a cobaia tende a mover os olhos e pender a cabeça na direção do ouvido anestesiado.
Resultados: Qual o efeito do anestésico no ouvido da cobaia? Como este efeito é interpretado pelos receptores dos canais semicirculares?
2a Etapa: Ações Reflexas no Homem.
Material Biológico:
Homem.
Reagentes e Equipamentos:
-Assento rotatório.
-Venda para os olhos.
-Martelo neurológico. (1)
|
1.Martelo neurológico. |
Procedimentos:
1ª Etapa: Reflexos de Equilíbrio.
Colocar o colega no assento rotatório (não deixando o colega encostar os pés no chão). Procure que o colega fixe os olhos em um ponto. Gira-lo, não permitindo que ele mexa com a cabeça.
Colocar a venda nos olhos de um colega e fazer ele caminhar no corredor sem e com apoio. Como é o comportamento do colega ao ser guiado e ao ser deixado sozinho?
DISCUSSÃO DOS RESULTADOS:
A) Qual o efeito do anestésico no ouvido do cobaio? Comparando com o cobaio que recebeu o anestésico com seu controle, quais as diferenças?Por quê?
B) O que você observou nos olhos do colega? Explique. C) Qual a diferença entre a marcha cega sem apoio e com apoio? Por que e explique.
CONCLUSÕES .
PRESSÃO SANGÜÍNEA ARTERIAL NO HOMEM

PRESSÃO SANGÜÍNEA ARTERIAL NO HOMEM
INTRODUÇÃO
O bombeamento cardíaco é responsável pela produção de pressão no sistema circulatório. Durante sua fase sistólica o coração normal de um jovem adulto exerce uma pressão de 120 mm Hg nos vasos aórticos. Já na fase diastólica, quando o músculo inicia seu relaxamento, a máxima pressão exercida é de 80 mm Hg. A determinação da pressão sangüínea constitui parte do padrão universal do exame físico. É com base nela que elaboram-se muitos diagnósticos, concedem-se ou recusam-se seguros de vida, fazem-se prognósticos, e avalia-se o tratamento.
OBJETIVOS: Determinar a pressão sangüínea arterial (PSA) no homem, mediante método indireto, em distintas situações. Verificar a frequência cardíaca através do pulso radial.
MATERIAL:
Material Biológico:
-Homem
Equipamentos:
-Colchão (1)
-Esfignomanômetro (2)
-Estetoscópio (2)
-Manguito (2)
|
1.Colchão |
2- Estetoscópio, esfignomanômetro |
PROCEDIMENTOS
1a Etapa:
-Determinar a PSA nas posições sentado, deitado, em pé e após a realização de exercício (ex.: correr durante alguns minutos).
-Posicionar o manguito na parte superior do braço;
-O estetoscópio deve ser posicionado no antebraço sobre a artéria antecubital;
-Sem insuflar o manguito tente verificar a existência de algum som ou ruído.
-Obstruir a artéria braquial insuflando o manguito;
-Após insuflar o manguito tente verificar a existência de algum som ou ruído.
-Diminuir gradualmente a pressão do manguito;
Atenção: Ler no manômetro a pressão equivalente ao primeiro som de batida (SISTÓLICA) e ao primeiro som grave (DIASTÓLICA).
2a Etapa:
-Determinar a frequência cardíaca através do pulso radial nas posições sentado, deitado, em pé e após a realização de exercício (ex.: correr durante alguns minutos).
DISCUSSÕES E CONCLUSÕES
Fazer a estatística básica e comparar os resultados entre os colegas.
PNEUMOGRAFIA NO HOMEM

PNEUMOGRAFIA NO HOMEM
INTRODUÇÃO
A ventilação pulmonar consiste na inspiração e expiração. A inspiração promove a entrada de ar nos pulmões, e dá-se pela contração da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais. O diafragma abaixa e as costelas elevam-se, promovendo o aumento da caixa torácica, com consequente redução da pressão interna em relação à externa, forçando o ar a entrar nos pulmões. A expiração promove a saída de ar dos pulmões, e dá-se pelo relaxamento da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais. O diafragma eleva-se e as costelas abaixam, o que diminui o volume da caixa torácica, com consequente aumento da pressão interna, forçando o ar a sair dos pulmões.
1. OBJETIVO: Verificar o ritmo respiratório humano e os efeitos de fatores que interferem no ritmo normal.
2. MATERIAIS:
A) Material biológico:
- Humano.
B) Equipamento:
- Pneumógrafo com válvula de Verdin (1);
- Quimógrafo (1, 2);
- Tambor de Marey (3.1 e 3.2);
- Copo com água.
|
1.Pneumógrafo com válvula de Verdin |
2.Quimógrafo |
|
3.1.Tambor de Marey |
3. PROCEDIMENTOS
Coloque o pneumógrafo ao redor do tórax do aluno na região supradiafragmática (se for feminino, o pneumógrafo deverá ser colocado na parte superior do tórax ).
3.1. RITMO NORMAL DA RESPIRAÇÃO. Fazer um registro da respiração normal em posição sentada por 15 seg. OBS.: O aluno deverá respirar normalmente. Observar o gráfico e indicar as fases da respiração no gráfico.
3.2. FATORES QUE INTERFEREM NO RITMO RESPIRATÓRIO.
Fazer registro do ritmo respiratório nas seguintes posições: deitado, sentado e de pé (seguindo essa ordem), por um minuto em cada posição. Repetir a experiência com outros componentes do grupo e comparar os resultados. Observar o gráfico e comparar as freqüências.
3.3. INIBIÇÃO DA RESPIRAÇÃO.
Fazer um traçado da respiração normal durante 15 seg. Após, o aluno deverá beber um copo com água sem parar, continuando o traçado por 15 seg. Observar o gráfico e indicar as fases da respiração no gráfico.
3.4. EFEITO DO EXERCÍCIO SOBRE A RESPIRAÇÃO. Fazer um traçado da respiração normal durante 15 seg. Desconectar o pneumógrafo do quimógrafo. O aluno deverá correr com o pneumógrafo no tórax durante 2 minutos, fora do laboratório. Conectar o pneumógrafo e registrar logo após o exercício, o ritmo respiratório por 15 seg. na posição sentado. Comparar o ritmo respiratório e contar a frequência antes e após o exercício.
ÓPITCA FISIÓLOGICA

ÓPITCA FISIÓLOGICA
INTRODUÇÃO Óptica fisiológica é o ramo da Óptica que estuda as características físicas, biológicas e ambientais do olho e como estas influenciam nos tratamentos utilizados em pacientes com defeitos visuais. 1.
OBJETIVOS: Estudar aspectos da óptica fisiológica no olho humano, de rã e em modelo óptico.
2. MATERIAL:
A) Material biológico:
- Humano
- Rã
B) Soluções e equipamentos:
- Água destilada; - Uretana a 10% - 2 ml / 50g de rã;
- Tabuleta de Mariotte (1);
- Tábua de Snellen; quadro comluz e letras - Tábua de Ishihara (2.1 e 2.2);
- Perímetro (3.1 e 3.2);
- Olftalmoscópio (4);
- Modelo de olho (5);
- Olho artificial (6.1, 6.2 e 6.3)
- Gases;
- Lápis.
3. PROCEDIMENTOS:
A) OFTALMOSCOPIA:
Após aprender a usar o olftalmoscópio, fazer o exame de olho, no olho artificial, olho da rã e no olho do colega. No olho do colega fazer o paciente olhar na direção da orelha do observador do mesmo lado do olho observado e acomodar a visão a distância infinita; há relaxamento do músculo ciliar e do esfíncter da íris. Tentar visualizar com o olftalmoscópio a mácula lútea com a fóvea centralis, no olho artificial e no do colega.
B ) PONTO CEGO: Para comprovar a existência do ponto cego, ou papila óptica, proceder da seguinte maneira: fechar o olho direito, manter a tabuleta cerca de 15cm à frente do olho esquerdo e olhar fixamente para o disco. Mover lentamente a tabuleta em direção ao olho até que a cruz desapareça.
C) ACUIDADE VISUAL:
Fazer o exame de acuidade utilizando a tábua de Snellen. Para tal o aluno deverá ficar a 6m de distância da tábua.
D) VISÃO DAS CORES:
Fazer o teste para visão das cores com a tábua de Ishihara.
E) PERIMETRIA: Com o perímetro determinar o campo visual para o branco, verde e vermelho.
F) MODELO DE OLHO:
Com o modelo de olho artificial proceda o seguinte roteiro:
a) Olho normal: - Pantalha em 11. - Lente +20 no 6. - Lâmpada a 35 cm de distância. - Focar na mácula e, após no ponto cego. - Observar a inversão da imagem, usar a Íris.
b) Hipermetropia: - Pantalha em 10. - Lente +20 no 6. - Aumentar a distância da lâmpada até obter a imagem clara. - Correção com lente +2 em 1.
c) Miopia : - Pantalha em 12. - O resto igual ao número 1. - Correção com lente -1.75 em 1.
d) Astigmatismo : - Pantalha em 11. - Lente +20 no 6. - Lâmpada a 35 cm. - Lenta -5.50 em 4 e + 1.75 em 1.
e) Acomodação: - Retirar lente +20. - Pantalha em 11. - Lente +7 em 4. - Focar objeto distante , panorama observado de uma janela.
f) Remoção do cristalino: - retirar o cristalino e por +7 em 2 a 20cm lâmpada
g) Uso de óculos por pessoa com olhos normais: - Pantalha 11. - Cristalino +20 em 6, distância da lâmpada 35cm (a imagem se projeta nítida) por lente +2 em 1 e a imagem foca borrada (observar desenho).
4. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
5. CONCLUSÕES
|
1- Tábua de Mariotte |
2.1- Tábua de Ishihara |
|
|
3.1- Perímetro |
4- Oftalmoscópio |
|
|
5- Modelo de olho em cortes |
6.1- Olho artificial |
|
|
6.2- Parte do olho artificial |
6.3- Parte do olho artificial |
Página 3 de 5




















